sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Horário escolar: conveniência ou descaso? (segunda parte)

 Horário escolar: conveniência ou descaso? (segunda parte)

Em 13 de outubro de 2021, Gavin Newson, governador do estado da California, EUA, assinou a lei que proíbe o início das aulas, em escolas públicas, antes das 8h e 8:30h, para o Ensino Fundamental e Médio, respectivamente.  

Tal decisão foi tomada após estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, CDC, que comprova que a privação do sono dos estudantes não é benéfica para um bom desempenho escolar. Os mesmos estudos foram apoiados pela Academia Americana de Pediatria que ressaltou que pouco sono também coloca em risco a saúde física e mental dos alunos.

Foram várias pesquisas, com os seguintes resultados:

. mudanças biológicas na puberdade dificultam o sono;

. adolescentes necessitam dormir mais de 8 horas por noite;

. resultados positivos são vistos após às 8:30h da manhã;

. a insuficiência de sono pode ocasionar depressão e outros transtornos emocionais assim como uso de substâncias tóxicas;

 

Ainda sob controvérsias, devido ao que pode acarretar para os pais destes alunos, a Academia Americana de Medicina do Sono realizou uma pesquisa com cerca de 50 mil estudantes, comprovando que adolescentes que dormem menos de 7 horas a cada noite correm maiores riscos de se envolver em acidentes e confusões do que outros.

Agora, pergunto: O que é mais importante: a qualidade de vida de crianças e adolescentes ou pequenos transtornos que podem ocorrer com essa mudança?

 

 

 

 

REFERÊNCIAS:

Nova lei da Califórnia proíbe escolas de começar as aulas antes das 8h - Época Negócios | Mundo;

Califórnia proíbe aula antes das 8h. Motivo: saúde dos estudantes;

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Horário escolar: conveniência ou descaso?

 

Horário escolar: conveniência ou descaso?

 

 

Quando adolescente apresentava muita dificuldade em acordar cedo. Me lembro que o horário de entrada da escola era às 7:30 e, como morava perto da mesma, deveria acordar por volta de 6:15. O alarme digital tocava e eu não conseguia levantar, pois ainda estava inebriada de sono. Pedia mais 10 minutos a cada vez que minha mãe me catucava. Até meu pai encher a mão com água e espirrar no meu rosto. Era um sofrimento.

                Até hoje, tenho muita dificuldade em acordar antes de 8 horas.

                Na verdade, na infância, tinha o sono muito agitado. Batia pé, joelho, cotovelo na parede. Quando dormia com minha avó, no dia seguinte ouvia seus comentários de que eu a chutei, falei, ri, chorei...

Depois da juventude, o sono pra mim passou a ser muito sofrido. E ouvia reclamação da minha mãe quanto a ela. Ela dizia que ir para cama estava virando um pesadelo. Motivo? Insônia.

Passei a trocar o dia pela noite. E quando tomava remédios para induzir o sono, acordava cansada. Junto à insônia, apresentava depressão e síndrome do pânico. Foram momentos muito conturbados!

Durante a faculdade de Direito, algumas vezes, abaixava a cabeça nas aulas de Direito Constitucional pois o cansaço oriundo de uma noite mal dormida piorava. E quando se tratava de Direito Tributário, havia a exaustão, a irritação, a vontade de sair correndo da aula era maior ainda. Os primeiros tempos de aula eram um sofrimento.

Com tanto amargor, principalmente, em tempos de estudo, passei a dizer que se um dia eu tiver uma escola, as aulas começarão depois das 8h da manhã.

Como Professora da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, posso afirmar que esse martírio não fui eu só quem passou e quem passa. Vários alunos que estudam no centro da cidade e moram um pouco mais afastados mal conseguem chegar a tempo de assistir o primeiro tempo. Nossa escola recebe alunos de várias regiões da cidade do Rio. Já tive alunos morando em Bangu, Jacarepaguá, Freguesia, Madureira... A que horas, então, esses adolescentes devem acordar para chegar a tempo da primeira aula? Para mim e para muitos destes, soa à sacrifício. Por isso, resolvi escrever sobre esse assunto.

Mas você deve estar se perguntando, o por quê deu escrever sobre isso. Eu conto! O governador da Califórnia proibiu que aulas comecem antes das 8 horas da manhã, no Ensino Fundamental e 8:30h, no Ensino Médio!

Já posso adiantar que com esta simples medida, houve um maior desempenho dos alunos “privilegiados” com essa modificação.

Na próxima postagem, falarei melhor sobre essa mudança e a importância de uma boa noite de sono.

Até mais!!

 

 

 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pedagoga Curiosa é um blog que tem o intuito de falar sobre Educação e Pedagogia!


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013



Conforme o dicionário de Língua Portuguesa, do autor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1999), educação significa um “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”. Assim, podemos afirmar que educação é o bem maior do Homem e, portanto, direito de todos. Direito este que prepara o ser humano para o mundo do trabalho, socialização e o torna cidadão. Dever do Estado e da família.


Valorização da Educação Infantil

A Educação Infantil é a melhor época para semear valores, moral, regras, amor e respeito ao próximo.
Também é um grande momento de construção do aprendizado. Nessa hora, são criados os alicerces educacionais necessários para toda criança tornar-se feliz, autônoma e responsável.
Brincando por objetivos traçados, o professor estimula o desenvolvimento das crianças, em todos os aspectos: social, emocional, físico e cognitivo. Preparando-as para encarar o mundinho mais sério que virá em suas novas etapas.
A criança que passa por essa etapa, sendo bem estimulada, raramente terá dificuldades de aprendizagem sérias.
Pensem nisso!



Autismo

O Aluno Autista: avaliação, inclusão e mediação.
Conceitos de Autismo e Inclusão. 
Dicas de Mediação e Avaliação.

Autismo, Inclusão e Mediação Escolar

Autismo é um transtorno neurológico que acarreta prejuízos nas funções sociais, comunicativas e comportamentais. Apesar de ser classificado como um espectro e tais indivíduos acometidos não apresentarem sempre as mesmas características, podemos dizer que: demonstram comportamentos que variam entre a ecolalia e o mutismo, a hiperatividade e ausência de atividade (autismo clássico); disfunções sensoriais; dificuldades para entender metáforas, ironias, expressões faciais e corporais; além de prejuízos na coordenação motora.
A Educação Especial, por muitos anos, seguiu de forma segregada ao ensino regular. A Constituição da República de 1988, reafirmou que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” e estipulou os direitos sociais do homem, sendo o direito à educação o primeiro a ser mencionado (BRASIL, 1988).   No artigo 206, inciso I, a Lei Máxima assegurou a “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, trazendo em seu art. 208, inciso III, a garantia de “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino” (BRASIL, 1988). Início à Inclusão!
Infelizmente, poucas escolas se prepararam para receber alunos “especiais”. A maioria das instituições da rede privada ainda exclui esse alunado. E de todos os obstáculos gerados por ausência de conhecimento, percebemos que a avaliação desses alunos é a maior de todas as dúvidas.
Nesse processo inclusivo, surge o papel do Mediador Escolar, profissional, geralmente, formado em Psicologia, Fonoaudiologia ou Pedagogia, que visa facilitar a aprendizagem do aluno especial e melhorar seu comportamento.
O Mediador cumpre a metáfora da Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky, permitindo que o aluno saia da zona de desenvolvimento real e alcance a de desenvolvimento potencial. Ao lado do professor regente e escola, em parceria com a família e os terapeutas do discente, o Mediador permite que o aluno especial alcance um progresso significativo.
Se desejarem saber mais sobre os mesmos assuntos, leiam o livro O Aluno Autista: Inclusão, Avaliação e Mediação Escolar, da autora Priscila Romero. 


O Aluno TDAH: a pedagogia e a realidade do transtorno de Priscila Romero

Esse livro traz, em seu primeiro capítulo, um pouco da minha história com TDAH, o quanto sofri e o quanto significou conhecer tal transtorno e entender quem eu era.
Também são esclarecidos todos os "sintomas" e apontadas as possíveis comorbidades, além de dicas para trabalharmos em sala de aula.  

A Revista Escola Particular me deu a chance de falar mais um pouco sobre Autismo, Inclusão e Avaliação. Boa leitura!









Ouçam a música do Gabriel, O Pensador, Estudo Errado.
É uma excelente crítica ao ensino tradicional, ao "depósito" de conteúdos e à falta de  nexo destes com a realidade dos alunos. Além disso, o cantor denuncia a ausência de alguns pais face à escolarização de seus filhos.






Avaliação Pedagógica ainda é uma pedra no caminho dos sujeitos do processo educacional. Com o processo de inclusão, esta  verdade torna-se gritante. A imagem abaixo nos permite ter uma total percepção desta discriminação.




Inclusão é um grande passo para a verdadeira democracia. Todos somos iguais e diferentes. 
Tenho certeza disso!






O vídeo As Cordas demonstra o que é a verdadeira inclusão!
É um dos vídeos mais bonitos que já vi sobre o tema. 




Percepção do mundo de uma pessoa com Autismo:






Como falar de cores com alguém que possui deficiência visual?


Uma abordagem pedagógica tradicional.